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FARÓIS APAGADOS E LUZ NÃO ACESA EM CICLOMOTORES
A utilização dos faróis do veículo vai além do objetivo óbvio da iluminação da via quando a luminosidade natural já não é suficiente, seja pelo anoitecer, seja pelas condições climáticas. Nesse último caso, não só ver, mas também ser visto se torna importante para a segurança de trânsito. Com esse objetivo, de ser visto, é que o legislador estabeleceu para os veículos de duas rodas a obrigação de que os faróis se mantivessem acesos durante todo o período de utilização do veículo. Diga-se de passagem que ainda está em vigor a Resolução 18/98 do Contran, a qual “recomenda” o uso de faróis acesos em rodovias, em qualquer horário para os veículos de quatro ou mais rodas, mas, que por tratar-se de mera recomendação não tem qualquer efeito por eventual não aceitação dela.
Voltando à situação dos veículos de duas rodas, a situação se coloca de forma duvidosa quanto à aplicação da regra em relação aos “ciclomotores”. Isso ocorre porque há duas regras com o semelhante preceito, mas com diferentes sanções. Segundo o Art. 244 do Código de Trânsito, em seu inciso IV, é proibido “conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor: IV - com os faróis apagados”, sendo prevista uma infração de natureza gravíssima além da suspensão do direito de dirigir.
Ocorre que logo adiante, no Art. 250, inciso I também do Código de Trânsito, há a previsão de que “quando o veículo estiver em movimento: I - deixar de manter acesa a luz baixa: de dia e de noite, tratando-se de ciclomotores;” sendo essa uma infração de natureza média sem qualquer outra penalidade acessória. Ora, o legislador parece ter dado um pequeno “cochilo” e não se percebeu que havia duas penalidades diferentes para o mesmo fato, sendo um colocado de forma comissiva e outro comissivo por omissão. O primeiro diz ser proibido conduzir o ciclomotor com os faróis apagados. O segundo diz ser proibido deixar de manter acesa a luz, de dia e de noite. Certamente que andar com faról apagado é o mesmo que deixar de mantê-lo aceso. Notamos que no segundo dispositivo o legislador foi expresso quanto à obrigação de que “a luz” deva permanecer ligado tanto de dia quanto de noite. Já o primeiro dispositivo determina que é infração estar com “os faróis” apagados, sem dizer em qual período, portanto, possível de entender-se que é todo o período do dia. Impróprio também quanto à espécie (motocicleta, motoneta e ciclomotor) que os “faróis” não possam estar apagados, uma vez que tais veículos precisam ter “faról” singular e não plural, pois, segundo a Resolução 14/98 do Contran apenas um deles é considerado equipamento obrigatório.
MARCELO JOSÉ ARAÚJO - Advogado e Consultor de Trânsito. Professor de Direito de Trânsito e Presidente da Comissão de Direito de Trânsito da OAB/Pr.
advcon@netpar.com.br
“Livro Vença o Medo de Dirigir “completou 10 anos e está em sua décima edição!
Percorreu um caminho de muitas realizações. Está entre as primeiras obras no Brasil voltada para homens e mulheres com fobia de dirigir. Teve grande repercussão. Ano a ano cumpre um relevante papel social. Traz alento e consolo para pessoas dos mais distantes lugares do país. As mesmas aprendem “como superar-se e conduzir o volante da própria vida” (subtítulo da obra). Nas suas páginas,elas se sentem respeitadas, nas suas especificidades. Descobrem que podem ir e vir, vencendo seus medos. Aprendem a se dar o tempo de que precisam para dominar o volante do carro e conduzi-lo bem.
Além disso, o livro deixa claro o perfil apresentado pelas pessoas que têm medo de dirigir. São pessoas inteligentes, caprichosas, auto exigentes. São igualmente dedicadas e profissionalmente excelentes. São sensíveis e responsáveis. Secretamente experimentam um sentimento de vergonha em função de seu medo. O fato de tomarem conhecimento de que o fenômeno pode acontecer com qualquer um e tem solução já lhes dá um certo alívio.
E que fatores deram origem ao livro?
Inicialmente a psicóloga Neuza Corassa trabalhava com crianças na clínica. Foi percebendo que muitas das mães acompanhantes que chegavam de táxi, a pé ou de ônibus, assim procediam, não por opção, mas por terem medo de dirigir. Possuíam carro, mas deixavam em casa, na garagem. Isso deu origem a pesquisas em torno do fato. As pessoas que tomavam conhecimento do fenômeno, o qual começou a ser divulgado, passaram a relatar que também conheciam alguém que apresentava medo de dirigir. Às vezes era um parente, um colega, às vezes um amigo ou um vizinho. De um lado, aprofundou suas pesquisas e ampliou seu trabalho com adultos. De outro, fez uso da “escuta” na clínica, o que colaborou com a definição de caminhos, cada vez mais precisos de abordagem desta fobia. É um caminho que passa por conhecimento, autoconhecimento, aproximação gradativa do ponto fóbico, dessensibilização, relaxamento, solução.
Houve uma explosão de gente interessada em resolver seus medos. Tornou-se um alívio para elas saberem que ter medo não é feio. E que, numa certa medida, o medo é uma defesa, um mecanismo de proteção que ajuda a proteger a vida. O medo excessivo é que pode atrapalhar.
Com o desenrolar dos acontecimentos nasceu a expressão “Síndrome do carro na garagem” que evidenciava a ocorrência numericamente significativa da fobia de dirigir. Após algum tempo a autora criou o Centro Especializado em Medos de Curitiba.
Todos os dados foram reunidos e inseridos no livro que apresenta relatos verídicos de pessoas que conseguiram vencer os seus medos. Os relatos focalizam vários momentos do processo terapêutico até o momento da superação.
Chegam notícias de vários pontos do território nacional a respeito da obra. No que diz respeito aos colegas de profissão, pela motivação que a mesma desperta para a abordagem de um assunto com possibilidade de resolução. Existem excelentes profissionais adotando a sua metodologia.
Assim tornou-se uma contribuição para o bem estar de cada um, que, ao viver bem, acabam contribuindo com o bem estar geral.
Neuza Corassa – Psicóloga www.medos.com.br medos@medos.com.br
CRUZAMENTOS EM “T” - PREFERÊNCIA
Uma das regras de circulação que enfrenta uma grande divergência é o da preferência nos famosos cruzamentos em “T”. O cruzamento em “T” é aquele formado pelo encontro de uma via com o final de uma transversal, de forma que a pessoa que segue por essa transversal necessariamente fará a conversão, à direita ou esquerda, adentrando àquela. É quase que natural responder que a preferência pertence àquele que não está obrigado a fazer a conversão, qual seja, aquele que pode seguir adiante, enquanto que aquele que segue pela transversal que irá acabar, deve ceder a preferência de passagem. Destaque-se que nossa discussão versa sobre locais não sinalizados, pois havendo sinalização é ela que prevalece.
Esse é mais um exemplo de situação que é, como dissemos, quase natural responder que a preferência é de quem não estará obrigado a convergir, e esse entendimento será corroborado com uma série de decisões judiciais. Nossa opinião é que aparência e hábito ou costume não são suficientes para responder a uma pergunta que a própria Lei responde. O Código anterior falava em ‘vias que se cruzem’, portanto no ‘T’ não haveria cruzamento de vias, enquanto que atualmente o Art. 29, inc. III do Código de Trânsito prevê que quando veículos, transitando por “fluxos que se cruzem”, se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem o que vier pela direita do condutor, e no caso do ‘T’ os fluxos de fato se cruzam. O primeiro passo é concluir que “fluxos que se cruzam” formam um “cruzamento”, e segundo o Anexo I do CTB, que traz conceitos e definições um cruzamento é uma interseção de duas vias em nível. O problema ainda precisa de um esclarecimento do conceito de interseção, que segundo o próprio Anexo I do CTB é todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos, entroncamentos ou bifurcações. Ora, o cruzamento em “T” é de fato um cruzamento (sic!), ou seja, um encontro de vias que se cruzam e formam uma área comum de conflito.
A conclusão final entrará em choque com o entendimento de muitos especialistas e de boa parte dos usuários, especialmente pela simplicidade da explicação, toda ela encontrada na Lei, de que no cruzamento em “T” permanece a regra da preferência de quem seque pela direita, independente de quem segue adiante ou quem terá que convergir, situação aplicável também no caso de bifurcações (“Y”), pois o ângulo do cruzamento não precisa necessariamente ser reto (90º).
MARCELO JOSÉ ARAÚJO – Advogado e Consultor de Trânsito, Professor de Direito de Trânsito. Presidente da Comissão de Direito de Trânsito da OAB/PR
advcon@netpar.com.br
CARRO EXTENSÃO DA CASA
NEUSA CORASSA
Constatamos na pesquisa “O uso do carro como extensão da casa e os conflitos no trânsito“, que cômodos da casa são levados para dentro do carro:
• Copa/ Cozinha/ Despensa Já viu alguém comprar sua refeição num drive-thru e almoçar dentro do carro, transformando-o em copa e cozinha?
Pode ser que você não chegue a tanto, mas provavelmente mantém aquele estratégico pacotinho de bolachas no porta-luvas, ou talvez uma barra de cereais, quem sabe umas balinhas no console, ou então uma garrafinha de água na porta do motorista? Quando a fome e a sede apertam, basta esticar o braço e “atacar a despensa”.
• Escritório Nos engarrafamentos, é comum vermos um profissional telefonar, anotar coisas, manusear documentos, calculadora…
A mesma coisa percebemos, às vezes, em parques ou guias de estacionamento. Os carros se tornam verdadeiros escritórios ambulantes.
Tem gente que fecha negócios em pleno congestionamento. Aproveita o interminável pára-anda-pára para consultar relatórios e documentos esparramados no banco do passageiro, fazer contas, verificar dados num laptop ou palmtop, enquanto negocia pelo celular. É sempre bom lembrar que o uso destes aparelhos eletrônicos pelo motorista deve ser realizado apenas com o carro parado.
• Quarto Quem caminha no centro de uma cidade lá pela uma da tarde pode ver, aqui e ali, um motorista que entra no carro depois do almoço, reclina o banco, liga o som numa música agradável e tira sua soneca, ou apenas curte um momento de descanso com as janelas escancaradas ou apenas entreabertas, dependendo do frio e do perigo. Assim, o carro se transforma em quarto, até o momento de retornar ao trabalho.
• Sala de Estar Este ambiente é bastante usado tanto pelos jovens quanto pelas famílias. Embora cada um tenha seu carro, preferem sair num único carro para conversar.
Quem enche o carro de amigos para sair à noite transforma-o em sala de estar e, com isso, torna o trajeto muito mais interessante. O bate-papo corre animado.
• Banheiro/toucador Quando a mulher retoca a maquiagem ou a mãe troca a fralda de seu bebê. O homem ajeita o cabelo.
• Sala de som Com a falta de tempo, para ouvir uma boa música em casa, os melhores CDs são levados para o carro. Quem não gosta de dirigir ouvindo suas músicas favoritas? Elas nos ajudam a manter a calma e aproveitar melhor o trajeto ou, pelo menos, ficarmos melhor ao estarmos num congestionamento. Há quem prefira ouvir o rádio para se manter atualizado com as notícias.
O lúdico na Educação de Trânsito
Irene Rios da Silva
Fiz uma pesquisa com 46 adolescentes. Ofereci duas opções de atividades de interpretação de texto, uma com atividades dissertativas e outra com atividades lúdicas (passatempos). O resultado da pesquisa comprovou que 65,21 % dos alunos preferem exercícios lúdicos.
O lúdico tem sua origem na palavra latina `ludus` que quer dizer `jogo`. Se continuasse confinado a sua origem, o termo lúdico estaria se referindo apenas ao jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo. Hoje lúdico é muito mais, é uma ferramenta para a aprendizagem.
O lúdico é associado ao sentimento de prazer, do prazer em se fazer, realizar algo, do gostar de fazer, da alegria, do contentamento. Um prazer que está ligado ao interesse do aluno, pois a atividade será aceita ou não por ele se for interessante e estiver adequada ao seu desenvolvimento intelectual.
O jogo e a brincadeira são atividades naturais da criança. É necessário criar propostas educativas sobre estas atividades naturais. Se preferimos atividade lúdicas. Se os adolescentes preferem atividades lúdicas... O que dizer das crianças? É preciso combinar prazer com aprendizagem e tornar a sala de aula um espaço tão agradável quanto o recreio.
A MÚSICA
A música é uma ferramenta lúdica, muito importante para o desenvolvimento do conhecimento. É estimulante, relaxante e educativa. Ela exerce grande influência nas emoções dos seres vivos.
Em uma experiência feita com plantas, descrita por Tame (1984), foram expostos gerâneos aos concertos de Brandenburgo e gerãneos sem nenhum som ambiente. Os que estavam expostos à música cresceram mais depressa que os que não tinham nenhum tipo de som. Se a música provoca este efeito nas plantas imagina no homem.
Zagury (2004) perguntou a 943 adolescentes como gastam seu tempo livre. Deviam indicar quatro das oito opções sugeridas por ela. Através de sua pesquisa foi constatado que a música é uma das atividades preferidas entre os adolescentes. 72,9% assinalaram a música entre as quatro atividades realizadas no tempo livre.
Temos que aproveitar este interesse dos adolescentes para construir o conhecimento. As letras de músicas são umas excelentes ferramentas de aprendizagem. A partir delas é possível inserir mensagens e desenvolver atividades sobre diversos temas. |
O que vemos não é o que temos.
Você já deve ter brincado com o jogo dos sete erros. São figuras aparentemente idênticas que guardam diferenças nos detalhes. É preciso achar o que está diverso, numa e noutra, e marcar os erros numa das figuras.
A brincadeira se sustenta na máxima de que nem sempre o que vemos é o que temos. Nossa visão geralmente não capta o detalhe. Nos acostumamos a ver, mas dificilmente enxergamos o que vemos.
Cena 1: um programa de esportes da Globo fez uma matéria para mostrar a diferença de salários entre jogadores de futebol no país. No extremo da pobreza, um jogador do Pará, que sobrevive com R$ 150,00 mensais. Na outra ponta, um craque de um grande time de São Paulo, que ganha infinitas vezes mais que seu colega. Para realizar a matéria, repórteres acompanharam um dia na vida de cada atleta. O craque passeia pelas ruas de São Paulo dirigindo seu carro importado, enquanto fala ao celular...
Primeiro erro! Por mais que me esforçasse em acompanhar a matéria, descobri que a televisão havia, indiretamente, flagrado uma contravenção às leis do trânsito. Comentei com as pessoas que viam a matéria a meu lado. Ninguém percebeu. Nem a Globo. Nem a polícia.
Cena 2: Luciano Hulk inventou um quadro em seu programa chamado “Lata velha”. É uma cópia do que já fazem há tempos as tvs americanas. A produção escolheu um carro caindo aos pedaços e resolve reformá-lo de cabo a rabo. O escolhido foi um vendedor de ovos, e seu carro não tem a menor condição de trafegar pelas ruas. Mas trafega, e assim garante o sustento da família. Luciano pede à polícia que o ajude a dar um susto no proprietário do veículo.
Segundo erro! Por que a polícia não apreendeu o veículo? Por que não puniu o proprietário, conforme as leis do trânsito? Nada disso aconteceu, e o que deveria ser tratado como contravenção, virou quadro de tv. Lágrimas escorrem pelo vídeo...
Cena 3: Neste final de semana procurei regularizar o engate traseiro de meu carro. O prazo legal terminava no sábado. Tenho uma pequena carreta, que uso sempre, licenciada e emplacada no Detran, e com a ligação elétrica feita. Não consegui. Nenhuma loja possuía os equipamentos necessários para regularizar o engate.
Terceiro erro! Por que esta papagaiada toda? Por que os homens que cuidam do trânsito no país se incomodam tanto com detalhes, enquanto fecham os olhos para a contribuição nociva que a indústria automobilística causa para o aquecimento global?
Vou parar por aqui. Poderia falar do uso indiscriminado de insulfilm, das latarias velhas que trafegam sem condições, dos caminhões que circulam por grandes centros urbanos causando acidentes e paralisando a economia de toda uma cidade...
O que vemos não é o que temos. As leis não refletem o que deve ser punido e coibido. O órgão que pune não se preocupa em educar. O motorista que dirige não se preocupa em ser solidário.
Quarto erro! Vivemos no país do “salve-se quem puder”.
Há mais erros. Muitos mais. Uma pena que quem deveria cuidar do uso do dinheiro público prefere fazer vista grossa.
Uma nova cultura para as bicicletas
Por seu baixo custo de compra e manutenção, por sua prática saudável e até por sua contribuição para com o meio ambiente, a bicicleta tem sido um meio de transporte bastante utilizado atualmente.
O veículo que antes era um simples sinônimo de lazer, hoje aparece como locomoção alternativa diária para o trabalho. Cerca de 300 mil paulistanos usam bicicletas para ir de casa para o trabalho ou para a escola diariamente, segundo pesquisa da Prefeitura de São Paulo.
Adeptos da nova alternativa justificam que o trânsito caótico é também um dos fatores decisivos que faz os usuários optarem pela bicicleta, pois ela garante uma maior flexibilidade, permitindo até mesmo que se chegue ao seu destino sem a dependência dos horários do transporte público.
E foi só a situação tomar forma que especialistas começaram a investir na modalidade. A Prefeitura de São Paulo e a Companhia do Transporte Metropolitano, por exemplo, estão em negociação para oferecer aluguel de bicicletas aos usuários utilizando bilhetes do Metrô. A informação foi dada ao site Abril.com pelo secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade, Eduardo Jorge. Segundo ele, a empresa e a Prefeitura estão negociando a criação de um plano de construção de bicicletários em estações, onde o usuário terá vagas para estacionar sua bicicleta e também poderá alugar outras de uso público com um bilhete do metrô. A proposta visa incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte em pequenos trajetos.
E não para por aí, a ascensão das bicicletas proporcionaram também uma nova visão de mercado. O serviço de entregas com bicicletas, os chamados de bikes couriers. Empresários que investem no ramo afirmam que, o que se perde em rapidez para os motoboys, seus concorrentes diretos, os serviços dos bikes couriers oferecem em vantagem no preço. Em média custam 30% mais barato.
Além de desafogar o trânsito, a bicicleta possibilita uma medida ecologicamente correta, diminuindo a poluição e a emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente que provocam o efeito estufa, e evitando problemas de saúde à população. Incentivando uma vida mais moderna, prática e saudável.
Pena que ninguém se lembrou de exigir Direção Defensiva para os condutores desse veículo, então o que dizer então sobre a segurança estando em uma bicicleta num trânsito tão intenso como o de São Paulo?
Os ciclistas, assim como os motociclistas, são agentes super expostos no trânsito, afinal, os automóveis possuem pelo menos a lataria e o cinto de segurança para proteger o condutor, agora... e o ciclista? Muitas vezes ele não tem nem mesmo o capacete para se proteger. É por isso que precisamos sim incentivar o uso dessa modalidade não motorizada, mas sem esquecermos que, como qualquer outro, a bicicleta é um veículo. É necessária a utilização de equipamentos de segurança bem como são necessários devidos cuidados de Direção Defensiva. De nada adianta aumentarem os adeptos à bicicleta se com isso o índice de acidentes aumentarem.
Vale aqui algumas dicas:
* Utilize os equipamentos de segurança – Buzina, refletivos, espelho retrovisor, capacete, etc.;
* Não pedale entre os carros – O Código de Trânsito Brasileiro determina que as bicicletas trafeguem sempre pela direita.
* Se não é possível trafegar pelo lado direito da via, faça a opção pela calçada – Na calçada o ciclista deve andar como um pedestre, ou seja, empurrando a bicicleta.
* Sempre faça a travessia das vias pela faixa de pedestres, de novo, como um pedestre. – Dessa forma você evita surpreender os condutores ou ficar escondido nos pontos cegos dos veículos.
Você é responsável por sua segurança!
Durante os treinamentos de Direção Defensiva para ciclistas, alguns participantes chegam a questionar os riscos que se pode correr em uma bicicleta no trânsito. Mas ao vermos os dados estatísticos, lamentamos, o risco independe do tipo de veículo que conduzimos. Pode ser um carro, uma moto ou até mesmo uma bicicleta. No fim, depende mesmo é do ser humano. Mas uma vez notamos que a postura de Direção Defensiva, no trânsito é simplesmente uma questão de atitude. Só depende da minha e da sua atitude. Parece que às vezes, as pessoas não se lembram disso...
Fonte: http://www.direcaodefensiva.net/ - Autorizada publicação
Motociclistas: Cada vez mais e menos espaço
Condutor, você lembra da década de 70? Como era sua vida? Como era sua cidade? Como era o trânsito? Como eram as suas roupas? Bom, se você puxar pela memória verá que muita coisa mudou.
Passado cerca de 30 anos a cena que se encontra nas ruas é um tanto quanto diferente. Não vivemos mais a ditadura, a economia é muito mais estável e principalmente seu cabelo, caso ainda tenha, não possui o mesmo penteado.
Na década de 70 o Brasil recebeu no mercado a entrada de motocicletas, principalmente japonesas, no qual se estendeu até meados de 75 quando se fechou a importação de mercadorias. Entretanto as montadoras abrirarm suas fábricas aqui no país e deixaram seus produtos mais próximos do consumidor. Porém o número de veículos de duas rodas nunca foi exorbitante, não acarretando assim maiores preocupações com o tráfego e segurança dos motociclistas.
Com o passar do tempo as necessidades mudaram e ocorreram transformações significativas no trânsito tanto na forma que se dirige como o que se dirige.
O mercado de motocicletas aumentou muito nos últimos 10 anos devido a grande procura deste segmento automobilístico. A política neoliberal que excluiu milhares de jovens de uma educação de qualidade e, por conseguinte oportunidade de empregos criou um exercito de mão-de-obra que necessita de ocupação.
Tal fato afunilou esta massa a cargos que muitos não se submetiam a exercer, devido aos riscos enfrentados, como o caso do motofrete.
Sem nenhuma orientação de Direção Defensiva, virar “motoboy”, como se tornaram conhecidos os motociclistas que fazem entregas, é a saída que muitos jovens de 18 a 30 anos encontraram para sustentar suas famílias. Uma profissão que por mais que marginalizada e considerada por muitos um câncer social é de suma importância para a economia nacional. Tanto na venda de automóveis, entenda-se moto, quanto na arrecadação de impostos e na prestação de serviços em si.
Na ânsia de realizar as tarefas de sua profissão, os motociclistas se envolvem em muitos acidentes, infrações e polêmicas. Morre-se cerca de 1,3 motociclistas por dia na cidade de São Paulo, no ano de 2006 morreram 380 profissionais da área e em 2007 o número de vítimas sobe para 466. Ou seja, estamos em uma verdadeira guerra civil e quem está mais desprotegido sofre as conseqüências mais trágicas.
O grande problema da motocicleta não é o fato de que, como muitos pensam, ela é feita pra infringir regras de trânsito. A questão está na velocidade que ela alcança somado a falta de um envoltório resistente que proteja o condutor. É como se você estivesse flutuando pelas vias a 80 km/h, lembrando que ninguém é o Superman.
Meio milhão de motos circulam pelas vias de São Paulo, isso representa 10% da frota de veículos, mas verifica-se que os motociclistas são os mais acidentados. Muito devido às cobranças do mercado, sendo imprescindível a velocidade na hora de pilotar. Quando uma empresa contrata o serviço de motofrete, na maioria das vezes não se preocupa se esse condutor está atento às regras de Direção Defensiva, mas apenas com o valor que será cobrado; um motociclista ganha cerca de R$ 9 por hora. A maioria das empresas não busca saber se o profissional possui seus direitos garantidos, como CLT, INSS e seguro de vida pelas empresas de motofrete que deveriam orientar sobre direção defensiva a esses motociclistas. Aquele negócio de responsabilidade social fica somente no papel ou mesmo dentro de suas empresas, não envolvendo todo o processo da metrópole.
Com tudo isso, vemos milhares de jovens que tentam se enquadrar nas regras deste jogo. Caso não se submeta, existem outros que querem o seu lugar.
Existem empresas de motofrete que valorizam seus profissionais dando-lhes melhores salários, direitos em carteira, condições seguras de trabalho, cursos de Direção Defensiva e prazos de entregas mais flexíveis. Tais empresas recebem reconhecimento através de um selo dado pela CET, porém por tais vantagens os valores cobrados pelas empresas tendem a ser um pouco mais altos do que a da concorrência. Com isso tais empresas não dominam ainda o mercado.
Um exemplo bem simples e até irônico da relação de responsabilidade que todos possuem sobre a questão das motos é este: Em quanto tempo você quer que sua pizza chegue em casa?
Tenho certeza que todos nós lembramos do entregador de pizzas... Mas apenas lembramos até o momento em que ele chega ao nosso lar, depois disso cria-se uma amnésia temporária coberta de mussarela e azeitonas.
O vai-vem das motos nos corredores de carros se tornou cultura e até piada na capital paulista: “Nós não quebramos os retrovisores, só tiramos o que não é utilizado”. Brincadeiras sempre têm um fundo de verdade. Por um lado muitos motociclistas na pressa de passar na frente esbarram nos retrovisores dos veículos e por outro lado muitos condutores, que não conhecem as regras de segurança eDireção Defensiva, realmente não verificam seus espelhos antes de mudarem de faixa.
Mas até que ponto os motociclistas estão certos em fazer isto? Quais as providências que as autoridades tomam sobre este caso? Qual a parcela de responsabilidade dos outros condutores sobre esta prática?
Para respondermos isto, voltemos um pouco no passado em 1997, que em texto original do CTB no artigo 56 referia-se sobre a proibição da passagem de motocicletas entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e o veículo da fila. Pois bem, o artigo proibia que as motos utilizassem o corredor de carros, mas todos nós sabemos que a maior vantagem da motocicleta é sua agilidade. Ela é pequena, cabe em qualquer espaço. Com isso, as montadoras, aquelas da década de 70, lembra?... Pressionaram os legisladores e o governo para vetarem o artigo, pois se a proibição continuasse não seria vantajoso ninguém ter uma moto, com isso as empresas não venderiam, por conseqüência teriam que demitir seus funcionários, que seguiria por uma paralisação na economia que fulminaria na não reeleição de governantes. Ufa! Uma mão lava a outra, sabe como é que é! E o artigo foi vetado.
Agora chegamos ao ponto em que as motos podem sim podem utilizar os corredores. Todavia, no artigo 192 do CTB encontra-se a proibição de não manutenção de distância lateral dos demais veículos em velocidade. A utilização do corredor em movimento, além de proibida pelo código, não trás segurança ao motociclista, pois devido os veículos de passeio possuir pontos cegos e muitos condutores além de não regularem seus retrovisores, também não os utilizam, posiciona a moto em ângulos que não são vistos pelos motoristas tornando as colisões freqüentes.
Seguindo por essa determinação, a utilização dos corredores seria permitida no caso do trânsito parado. Como quando, por exemplo, fecha-se o semáforo, o trânsito pára, os carros não conseguem ir para os lados e o corredor fica livre para o motociclista. Mas como utilizar este espaço? Em baixa velocidade!
Com velocidades reduzidas a moto já esta em vantagem perante os demais, além de termos uma melhor percepção ao redor, pois ampliamos nosso campo de visão. Outro fator é que conseguimos frear com maior eficiência e evitar um acidente caso um pedestre atravesse no meio dos veículos ou então se uma porta se abra inesperadamente. Sem contar que evita-se também de bater nos retrovisores dos carros, não manchando assim ainda mais a imagem dos motociclistas. Simples assim são alguns conceitos de direção defensiva para motociclistas
Mas não vá achando que a fiscalização não será feita. Além de verificar a velocidade, os agentes podem, caso seja de interesse do município, multar os motociclistas que não praticam a Direção Defensiva e utilizem os corredores, tanto em movimento, quanto parado, através do artigo 193 do CTB. No qual refere-se à proibição do trânsito sobre divisores de pista de rolamento, entenda-se faixas contínuas e seccionadas. Agora fica uma pergunta: Será que as montadoras esqueceram de vetar este artigo também? Ou será que foi só mais um pouco de água e sabão?
Condutores de carros de passeio convido vocês, que quase como os monges Budistas, paremos por 5 segundos, respiremos bem fundo e pensemos como seria o trânsito sem as motos nos corredores............................................................Pensou?... Sem as buzinadas passando as mais de 70 Km/h do lado dos carros.... Sem a preocupação de que seu retrovisor pode ser quebrado... Sem a necessidade de ter tanta cautela na hora de dirigir.... Uma maravilha não? Doce sonho, mas se olharmos pelo outro lado, se na cidade de São Paulo as motos tivessem que andar como os carros, a cidade não pararia daqui a alguns anos. Já teria parado! Por este motivo que em algumas cidades existe uma “vista grossa” pela fiscalização. Se fizéssemos as motos utilizar somente os limites das faixas, em qualquer que fossem as situações, além de termos mais uma polêmica no panorama, criaríamos a extinção das motos, dos serviços, dos postos de trabalho, enfim começaríamos a 3º Guerra Mundial. Por isso que deve-se existir planejamento, tanto na construção da cidade quanto na manutenção e aprimoramento do seu sistema.
E você pode até indagar: Mas o que eu, condutor que não ando de moto tenho a ver com a utilização que eles fazem do corredor?
Posso lhe responder isto sexta-feira, mas, que tal pedirmos uma pizza pra alegrar a conversa?
Fonte: http://www.direcaodefensiva.net/ - Autorizada publicação
Ciclismo em Ascensão
Por: Irineu Vilanova
Com um aumento insustentável na frota de veículos superando a expectativa a cada ano, e as condições precárias no transporte urbano da maioria das cidades, é cada vez mais comum, a população aderir como meio de transporte, a bicicleta.
Há casos de cidades que já tem uma tendência cultural e geográfica que justifica o grande número de ciclistas, ou seja, cidades litorâneas devido ao calor intenso e, ou por serem cidades plainas sem aclives e declives acentuados, facilitando a prática do ciclismo como meio de transporte.
As cidades que não tem um grande número de ciclistas têm como tendência, os administradores desses municípios, incentivando o uso da bicicleta como transporte alternativo, pensando não só na melhoria do fluxo de veículos, mas como também, na qualidade de vida, já que pedalar passa a ser um exercício, diminuindo assim, o número de pessoas com problemas de saúde causada pelo sedentarismo. Por isso, hoje, percebemos investimentos em vários quilômetros de ciclovias.
Estou de pleno acordo com a prática do ciclismo, mas, como Especialista em Segurança no Trânsito, acredito que somente preparar as vias públicas não basta. Faz-se necessário também, o preparo dos condutores, pois não podemos esquecer de que a bicicleta, mesmo não sendo motorizada, também é um veículo...só que muito mais frágil.
Ao ministrar palestras e treinamentos sobre segurança no trânsito, percebo um grande número de condutores habilitados despreparados, até mesmos profissionais! Imaginem então, a situação de quem nunca teve nenhum tipo de instrução, ou noções básicas de trânsito (já que para se conduzir uma bicicleta não se faz necessário um curso oficial como para conduzir os veículos automotores).
Esse é o motivo do número cada vez maior de vítimas fatais dessa modalidade que antes, quase não se citavam nas estatísticas.
Fica o meu alerta aos pais: ao ensinar seu filho a “andar” de bicicleta, ensine-o a conduzi-la, explicando as normas básicas de trânsito e dando bons exemplos. E às autoridades: vamos investir na educação de trânsito a todos neles envolvidos?
Não sou chegado em novelas. Não vou negar: quando jovem, fui fã dos folhetins da TV Tupi, mas hoje não tenho mais tempo, nem paciência, para permanecer estacado diante da telinha apenas para acompanhar tramas rocambolescas vividas por personagens inverossímeis.
Outro dia, no entanto, parei por alguns minutos para ver a nova novela das oito, que geralmente começa depois das nove. A trama, descobri depois, se desenrolava na Holanda, mais especificamente em Amsterdã. Ao contrário do que reza a tradição, não vi moinhos de vento, tulipas, nem tamancos de madeira. Pelo contrário: vi um país movido a bicicletas.
Fui me informar. O que descobri é que nas ruas daquele país o trânsito é todo adaptado para o tráfego das bicicletas, com ciclovias e semáforos especiais. Pessoas de todas as idades, tanto homens quanto mulheres, pedalam pelas ruas a caminho do trabalho ou das compras.
Além da Holanda, a Dinamarca também aparece como outro país com alto nível de utilização dos pedais. Um estudo que descobri na internet mostra que de 20% a 30% da população desses países costuma andar de bicicleta cotidianamente.
Incrível, não? No Brasil cresci ouvindo que bicicleta é transporte de pobre. “Todo o poder aos carros” parece ser a regra máxima de nosso sistema de trânsito. Em Rio Claro, interior de São Paulo, a topografia plana, aliada à falta de um sistema de ônibus barato e eficiente, permitiram que a cidade tivesse um número exorbitante de ciclistas. Mas não há qualquer prioridade para os bicicletistas, muito menos regras de proteção. O que se vê, além do desrespeito generalizado, é uma guerra que se mede pela quantidade de acidentes diários.
Já escrevi aqui, citando o escritor Luis Fernando Veríssimo, que são as relações entre motorista e pedestre que determinam o grau de civilidade de uma sociedade moderna. Em Rio Claro, ou em qualquer lugar onde o trânsito ainda não caótico permite o uso da bicicleta, o grau de civilidade pode-se medir também pelas relações entre motorista e ciclista.
No final, o pedestre fica sempre no fim da fila. Há ciclistas que pedalam céleres por calçadas, ziguezagueando entre carros, na contramão. Fazem da bicicleta uma arma, tal e qual os malucos do volante. O que me leva a concluir que a civilidade, expressa no respeito ao direito do outro, não deriva do veículo que você dirige ou tem à mão, mas do uso que você faz dele.
Carro ou bicicleta, a maioria de nós quer que o do lado se lasque, se dane e se exploda...
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Motociclistas - Reis dos números
Segunda-feira de manhã, o sol ainda nem nasceu, a cidade mal acabou de acordar, mas tudo já se move a 120 km por hora. Tantos compromissos para se estar, tantas entregas a fazer, tanta coisa ao nosso redor, mas a cabeça tenta acompanhar esse ritmo inquieto. Seguir uma multidão de carros, motos e caminhões se faz como necessidade de milhões de pessoas que precisam chegar à escola, ao trabalho... Muitas vezes parece como um rebanho sendo “tocado” pelo tropeiro. Fica no inconsciente coletivo algo como “Tenho que chegar a tempo, não importa as conseqüências”. Claro que pontualidade e compromisso são predicados necessários em nossa sociedade, ninguém mantém um emprego se não cumprir normas. Mas ninguém cumpre normas se não estiver vivo!
O trânsito vem se tornado o carro-chefe dos noticiários de TV que mostram todos os dias o caos e o resultado da relação homem/máquina. Quem pode, compra um carro, quem precisa, compra uma moto e quem sobra, anda a pé. A condição de pedestre se designa a todos nós, pelo menos por alguns instantes de nosso dia, e este é o sujeito mais frágil do trânsito, seguido pelos ciclistas e motociclistas.
Por falar em fragilidade, fatalidade, acidente, se buscarmos um corretor de seguros para tentarmos garantir alguma parte financeira por nosso acidente, roubo ou óbito ele nos oferecerá seguros de vida, de carro, residencial, mas dificilmente de moto. Este fato ocorre, pois as seguradoras consideram a moto um veículo inseguro e os preços destas apólices chegam a quase a metade do valor total da motocicleta, tendo como resultado apenas 1% da frota segurada.
Pois bem, se os donos de seguradora que provavelmente não andam de moto pra lá e pra cá sabem dos riscos que a moto possui, quem dera o próprio profissional que vivencia esta realidade.
Mas afinal de contas, onde quero chegar com tudo isso? Pois bem, o motociclista conhece os problemas de insegurança da moto, sabe das dificuldades da profissão, sente na pele as conseqüências das ruas esburacadas e dos veículos maiores que se chocam contra eles. Porém muitas vezes não percebem que estão dentro do inconsciente coletivo, correndo para o fim da pista. Muitas vezes chamados de “Reis do Asfalto”, arriscam-se até imprudentemente no trânsito para garantir o sustento da casa.
A moto, pequena e ágil, encontra os veículos e caminhões grandes e apressados, num “campo de batalha” onde querem estar sempre em vantagem. Porém a física já nos mostrou que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. E nesta briga de Davi e Golias o resultado se mostra diferente das passagens bíblicas.
Por isso, motociclista, se ocorrer um acidente entre sua moto com qualquer outro veículo, o maior prejudicado será você, não é mesmo? Sendo assim, o motociclista deve ser sempre o mais prevenido... Não delegando sua segurança ao outro condutor, pois caso ele não pare, diminua, respeite a sua preferencial ou não o veja, sua motocicleta será atingida.
Ainda para evitar que diversos acidentes ocorram, o motociclista pode seguir uma série de cuidados na hora de pilotar: utilizar roupas adequadas como botas resistentes, jaquetas grossas e calças de boca justa para não prender nos comandos. Capacetes que protejam todo o rosto do motociclista. Os modelos “coquinho”, “peru” e ”robocop”, que deixam o rosto à mostra não são recomendados. Outra precaução a ser tomada é a de reduzir a velocidade em cruzamentos e verificar se é possível fazer a passagem com segurança. O maior índice de acidentes ocorre em cruzamentos.
Um outro cuidado que deve ser tomado é o de sempre andar com o farol aceso. Além de possibilitar aos outros motoristas uma melhor visão de sua motocicleta evitando assim um possível acidente, andar sem acender o farol é infração gravíssima passível de multa e suspensão do direito de dirigir.
Então, cabe a você motociclista, escolher entre dirigir de forma segura para garantir o sustento do dia seguinte, ou aumentar as estatísticas de um próximo artigo.
Reflita sobre isso!
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Trânsito, preconceito e cidadania!
A circulação humana é realizada no meio ambiente. O ser humano não apenas vive no ambiente, mas pertence a ele. Essa interação permite compreender a interface do ambiente, trânsito e psicologia.
O ambiente do sistema de trânsito exige do participante algumas condições psicológicas fundamentais para o convívio.
A fluidez no trânsito está cada vez mais complicada por conta do aumento significativo no número de carros que entram nas ruas diariamente, assim, é comum observarmos a falta de paciência, o stress alto e ainda o preconceito / estereótipo entre os condutores.
Entende-se por estereótipo, a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação.
O preconceito mais comum de aparecer no trânsito é referente ao sexo, além dos relacionados à idade, raça, tipos de condutores, como por exemplo: os taxistas, motoristas de ônibus, motocilistas, etc.
Para falar sobre o preconceito é necessário fazer uma breve análise do comportamento humano em nossa sociedade.
Cada dia mais, a mulher vem promovendo um movimento de reflexão, questionamento e resignificação de papéis cristalizados e de funções femininas, inclusive conquistando espaços, obtendo reconhecimentos que levam a uma reestruturação de sua identidade e de seu lugar no mundo.
Essa situação encontra seus fundamentos numa história de muita luta. Tal movimento revela o quanto a mulher tem transitado com desenvoltura nesses novos tempos, opondo-se a uma submissão e dependência históricas nas quais, constantemente, desempenhou uma função inferior.
É importante ressaltar que, nas últimas cinco décadas, as mulheres aparecem em número cada vez mais acentuado nos volantes brasileiros. Hoje, a mulher exerce vários papéis e tem várias jornadas a cumprir. O carro ajuda muito e, para ela, não é lazer, e, sim, instrumento de trabalho.
Refletindo, agora, sobre essa participação das mulheres no trânsito, devemos partir do princípio de que, no Brasil, as classes sociais são reflexos de uma conjuntura econômica, mas, acima de tudo, de uma realidade cultural, que reforça a submissão da mulher, cuja influência vem sendo propagada de geração em geração.
Tem-se conhecimento de que há uma ideologia que difunde um perfil feminino dócil, submisso e obediente, uma mulher dedicada apenas às funções maternas.
Essa é uma representação da dominação masculina, que tem sido apresentada como natural principalmente nas relações do trânsito.
Por outro lado, o estereótipo do macho talvez exista desde que a humanidade começou a andar ereta e nossos ancestrais do sexo masculino tiveram de esquecer o medo para disputar comida com as feras. Mais recentemente, com os novos conceitos introduzidos pela globalização, cresceu a fama que já tinham de serem ferozmente competitivos no trabalho e, por que não, também nas suas relações sociais no trânsito. Uma vez que este traz consigo o pensamento de que é muito bom, que não erra, que sabe tudo e nunca vai acontecer nada, que pode correr o bastante porque ele é homem e sabe o que faz.
Quando dizemos que os homens são competitivos e as mulheres sociáveis no trânsito, estamos exteriorizando um comportamento que é reflexo de nossa história social e familiar, e, muitas vezes, fica difícil romper essas barreiras históricas, pois essa diferença homem-mulher é introjetada em nossa sociedade. Dessa forma, fica claro que não cabe discutir quem é melhor no trânsito, mas criar um ambiente em que haja espaço para que todas as diferenças sejam respeitadas.
O veículo a motor, como qualquer outra máquina, exige que qualquer ser humano esteja qualificado tecnicamente e mentalmente para operá-lo com segurança.
Para finalizar, devemos lembrar que o trânsito é um espaço de convivência social, e para se ter harmonia e segurança neste ambiente, é necessário respeitar as diferenças entre as pessoas.
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Vibração na Direção Veicular
Já em 1862, Maurice Reynaud, médico francês, preocupava-se com a repercussão das vibrações sobre o organismo humano, produzindo distúrbios vasculares. Estudou principalmente as reações sobre mãos e braços com o título de Fenômeno de Reynaud, vibração segmentar.
Após ele, Loriga e Alice Hamilton exploraram o tema e constituíram a base das pesquisas que evoluem até hoje caracterizando danos importantes ao organismo causados pela vibração segmentar e de corpo inteiro. As pesquisas mais recentes constatam que os motoristas estão expostos a níveis perigosos de vibrações principalmente na faixa de freqüência de ressonância da coluna vertebral.
Revisando pesquisas sobre o assunto elaboradas por Engenheiros de Segurança e Médicos do Trabalho, em centros como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo concluíram que a vibração no transporte público chega a ser 70% maior do que deveria. Tanto usuários e principalmente operadores do transporte são submetidos ao risco durante todo o trajeto e jornada de trabalho, sujeitos a sinais e sintomas do viajante e doenças ocupacionais.
Foram pesquisadas múltiplas empresas de ônibus, vários modelos de coletivos e vários trajetos, com predomínio nas áreas urbanas e sem exceção todos excederam o valor limite da aceleração permitido para atividade de condução de ônibus quando submetido à jornada de 8 horas como prevê a Norma ISO 2.631. Constata-se dessa forma a irregularidade e insalubridade atuando sobre os profissionais do volante.
Hoje o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) através do INSS e usando as Instruções Normativas 99 e 100 de 2004 exige das empresas laudos ambientais das condições de trabalho nos locais onde ocorre exposição a vibrações elevadas.
Conclusão: o empresário tem que preocupar-se com o que ocorre no local de trabalho do seu funcionário, no desenvolvimento da atividade, nas condições adversas capazes de produzirem acidentes ou doença ocupacional e tomar providências para prevenção.
A causa da vibração é devida a efeitos dinâmicos de tolerâncias de fabricação, folgas, contatos, atrito entre peças e devido a forças desequilibradoras de componentes rotativos e de movimentos alternados. As vibrações a que são submetidos os operadores do transporte são ditas vibrações de corpo inteiro, são de baixa freqüência e de alta amplitude situando-se entre 1 e 80 Hz, mais especificamente entre 1 e 20 Hz.
Os movimentos vibratórios produzidos por motores em geral, por
desajustes de funilaria, suspensão, rodas sobre superfícies irregulares, paralelepípedos, asfalto, buracos e outros são responsáveis por uma gama de queixas relacionadas no fim do dia trabalhado por todos os motoristas. Queixam dores musculares, articulares, fadiga, insônia, indisposições digestivas e uma série de outros sinais e sintomas que quase sempre o profissional de saúde, por serem queixas comuns de outras patologias, não correlaciona à atividade desenvolvida.
Situações do piso submetem esses trabalhadores à sobrecarga de múltiplas partes do seu organismo. Podem provocar sinais e sintomas, doenças, desgaste neuromuscular, osteoarticular, circulatório e até alterações hormonais e do metabolismo.
Cada corpo como um todo, tem uma freqüência natural de vibração. Toda vez que outro corpo atinge essa freqüência faz com que o primeiro entre em ressonância com o segundo, isto é, passe a absorver energia do segundo com grande intensidade. Este é o mecanismo que vai gerar alterações estruturais e conseqüentemente doenças degenerativas.
Precisamos entender que a vibração segmentar e de corpo inteiro, somada a busca permanente do equilíbrio nesta atividade exigem reações do organismo caracterizadas por reflexos rápidos e contraturas musculares permanentes. Só manter-se em posição já exige esforço muscular que somado a vibração produzirão contraturas de fibras musculares freqüentes que levarão o indivíduo em curto prazo sentir-se como se estivesse carpindo, trabalhando no campo. Tais fibras são levadas ao esgotamento que conduz o indivíduo a fadiga intensa. Este fato somado aos movimentos repetitivos desenvolvidos durante atividade irá acelerar os processos degenerativos neuromusculares e osteomuscular. As pequenas e grandes articulações poderão ser comprometidas assim como toda coluna vertebral. A susceptibilidade é individual. Uns são mais resistentes, outros não. Alguns, em curto prazo evoluem para processos degenerativos irreversíveis.
Na atividade sobre duas rodas (motocicletas) podemos caracterizá-la como sendo vibração de corpo inteiro somado à vibração localizada nos membros superiores. Pode o operador apresentar comprometimentos degenerativos que evoluem para Síndrome de Reynaud e mesmo desencadeamento da Síndrome do Túnel do Carpo, tendinopatias (alterações dos tendões), etc. Somam-se a vibração os movimentos repetitivos executados e também a busca permanente ao equilíbrio que constituirão conjunto propício ao desencadeamento de tais doenças.
Além da fadiga surgem dores musculares difusas ou localizadas e que muitas vezes não atentamos para sua origem.
Para que uma fibra muscular se contraia é necessário à presença de glicose, oxigênio e outros elementos importantes como sódio, potássio, cálcio, fósforo, enzimas. Sob efeito da vibração, dos movimentos repetitivos, da busca permanente a postura ergonômica, daí falarmos na alteração do metabolismo caracterizado por aumento da queima, isto é, aumento do catabolismo. Para compensar tal fato temos que fazer a reposição.
Sobre o sistema circulatório a vibração produz verdadeira expressão, massagem sobre veias e artérias e é capaz de destacar e deslocar trombos (coágulos de sangue), ateromas (placas de gordura), levando-os através da corrente sangüínea a outras áreas do corpo onde produzirão entupimento e doença circulatória aguda e grave.
De acordo com a Norma ISO 2.631, o valor limite de aceleração que corresponde à unidade de medida da vibração é de 0,63m/s² (somatório vetorial de aceleração) para uma jornada de 8 horas. Sabemos que o trabalho desenvolvido na direção veicular submete o motorista à vibração bem acima do que está previsto na ISO e que ainda não temos norma regulamentadora para essa atividade.
Acima daquilo é excesso. Passando desse limite temos que reduzir tempo de exposição à condição insalubre do trabalho. Esse é outro motivo para sugerirmos jornada de trabalho não superior a 6 horas.
Manifestações mais observadas:
- Perda do equilíbrio
Simula um quadro labiríntico.
Ocorre comprometimento e turbilhonamento da linfa dentro
dos canais semicirculares.
- Lentidão de reflexos
Reações tardias por inibição do sistema nervoso central
e por efeito psicológico.
- Taquicardia
A energia vibratória absorvida pelo organismo produz
contraturas de fibras musculares acelerando o processo
circulatório além de ações enzimáticas e hormonais
resultantes do mesmo estímulo.
- Vasoconstricção
Leva a isquemia (falta de circulação)
- Alterações na liberação de enzimas e de hormônios
- Dor localizada ou difusa
- Queixas subjetivas
Cefaléia, mal estar, tonteira, etc.
- Alterações da freqüência e amplitude respiratória
- Falta de concentração
Por efeito psicológico.
- Distúrbio visual
Visão turva podendo ocorrer diplopia (visão dupla).
- Distúrbios gastrointestinais
Gastrites, Úlceras
- Cinetose
Mal do movimento (náuseas, vômitos), comum no
transporte em geral.
- Degeneração de tecido neuromuscular e articular
por ações repetitivas
- Descalcificação
Operadores do transporte portadores de patologias crônicas e progressivas terão precipitação e aceleração de seus processos degenerativos.
É o caso de um portador de varizes de membros inferiores que terá exacerbação das queixas localizadas e que poderá evoluir para trombose venosa profunda (TVP), liberação de um trombo (coágulo) e conseqüente acidente vascular.
Um portador de insuficiência cardíaca com fibrilação atrial que sob ação da vibração pode precipitar um tromboembolismo, é outro exemplo.
Como outro trabalhador que sob ação da vibração apresenta desmineralização óssea (osteoporose) e que em seguida apresenta um foco de fratura.
Torna-se difícil a correlação entre causa e efeito, não temos dúvida, mas temos que buscá-la.
A avaliação clínica no exame admissional e periódicos é essencial para detectar-se patologia primária não manifesta e evolutiva, que teriam com a vibração, exacerbação e precipitação dos respectivos quadros.
O que fazer para reduzir o risco?
Abolir a vibração não tem como, mas podemos atuar de maneira preventiva reduzindo-a e muito. Sugerimos as montadoras e aos serviços de manutenção em geral melhora dos efeitos dinâmicos, das condições mecânicas, principalmente no que concerne a suspensão, folgas, contatos, atrito, emborrachamento de vidrarias, funilaria, etc. Atuação permanente nessa manutenção.
Órgãos governamentais devem zelar pela manutenção das vias públicas, evitando os desnivelamentos, buracos, paralelepípedos, etc.
Manter postura correta sobre a máquina obedecendo à norma ergonômica é fator essencial. Reposição de vitaminas e sais minerais, através boa alimentação, bem como ingestão de boa quantidade de líquidos, supre a necessidade do consumo.
Exercício de alongamento antes, durante e após o trabalho irá melhorar a condição osteoneuromuscular permitindo melhor resistência ao risco físico apresentado.
A redução do tempo de exposição será fator essencial para redução dos sinais e sintomas bem como das doenças ocupacionais.
Conclusão:
A vibração é outro fator concorrente para que o trabalho na função de motorista, motociclista, tratorista, empilhador seja considerado “Penoso”. É um fator de risco físico presente durante toda jornada de trabalho. É desgastante, gera problemas de saúde. A médio e longo prazo pode trazer conseqüências irreversíveis principalmente pelas alterações degenerativas. Em curto prazo gera dores musculares difusas, dores osteoarticulares, astenia, torpor, sonolência, adinamia, inibição de reflexos, dificuldade na concentração e quadro circulatório agudo. Pode ser causa de acidente vascular. Difícil é correlacionar causa e efeito, daí muitos casos de exposição ao risco passarem despercebidos.
O alongamento pré, trans e pós laboral é medida preventiva. O combate a tal fator deve ser observado pela montadora, pelo empresário, pelo motorista, motociclista, empilhador, tratorista e todos que direta ou indiretamente estão envolvidos com esse tipo de trabalho e também pelos órgãos públicos responsáveis pela manutenção das vias.
A redução do tempo de exposição é o principal elemento quando não temos como erradicar o risco.
Manter-se com bom condicionamento físico é essencial.
Os engenheiros preconizam que a vibração pode danificar máquinas e estruturas e por isso devem ser controladas e se possível isoladas. O organismo humano é extremamente complexo com propriedades diferentes de pessoa para pessoa, sob ação deste fator de risco fica suscetível a doenças, necessita proteção permanente contra tal risco insalubre.
Fica dessa maneira evidenciada a preocupação da área de Engenharia de Segurança e de Medicina de Tráfego no combate permanente a mais este risco ocupacional.
*Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior- Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET
www.abramet.org.br - dirceurodrigues@abramet.org.br
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INVENÇÃO DO CARRO
Não houve um exacto momento na história do automóvel que se possa convencionar como o início desta grande invenção. Com efeito, os primeiros automóveis que surgiram foram fruto de sucessivas aproximações e adaptações tecnológicas que, gradualmente, se foram desenvolvendo em torno de um objectivo comum: viajar rápido, com comodidade e, sobretudo, com um mínimo de esforço para os ocupantes e um máximo de segurança.
A auto-locomoção de veículos já havia sido demonstrada em 1769 por Nicolas Cugnot, na França, ao utilizar um motor a vapor para movimentar um veículo. No entanto, só com a introdução do motor de combustão interna a quatro tempos a gasolina em 1885, inventado por Karl Benz, na Alemanha, é que se começou a considerar a viabilidade de um veículo auto-propulsionado que oferecesse as condições já mencionadas. A patente desta invenção data de 29 de Janeiro de 1886 em Mannheim. Contudo, apesar de Benz ser creditado pela invenção do automóvel moderno, muitos outros engenheiros, também alemães, pesquisavam simultaneamente sobre a construção de automóveis. Em 1886, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach, em Estugarda, patentearam a primeira motocicleta, construída e testada em 1885 e, em 1886, construíram a primeira adaptação da carruagem para o transporte automóvel. Em 1870, o germano-austríaco Siegfried Marcus construiu uma carroça motorizada que, contudo, não passaria da fase experimental.
Décadas mais tarde, Henry Ford passaria a fabricar automóveis em série, destacando-se o Ford T, fabricado de 1908 a 1927, cujas vendas ultrapassaram os 15 milhões de unidades.
FONTE: WIKIPEDIA
INVENÇÃO DA MOTO
O motociclo, ou motocicleta (também conhecida simplesmente por moto ou ainda mota exclusivamente em Portugal) é um veículo de duas rodas com um motor que propicia sua auto-locomoção capaz de desenvolver velocidade de cruzeiro com segurança e conforto. É um meio de transporte bastante utilizado devido ao mais baixo consumo de combustível e por ter um preço mais acessível que a maioria dos automóveis. Entretanto, há motos que consomem mais combustível do que muitos automóveis, variando, entre outros fatores, com a cilindrada do motor.
Além de um meio de transporte, a motocicleta pode ser usada por áreas como esportes (Superbike, Motocross, Supermoto e Rally), lazer (Moto clube), utilitária (Motoboy) e como veículo militar (ROCAM entre outros).
FONTE: WIKIPEDIA |
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